Pó de Balão http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/27645/1/Doc333.pdf
Descrição do Produto:
Insumo agropecuário
com a finalidade de ser utilizado como condicionante físico de solo e
fornecedor de matéria orgânica ao solo, em alternativa aos adubos orgânicos
disponíveis no mercado agropecuário do Pará, tendo como público-alvo pequenos,
médios e grandes produtores.
Potencialidade de
uso:
O Pará se destaca no
cenário nacional por ser um dos maiores produtores de frutas tropicais do País
(banana, maracujá, abacaxi, laranja, cacau, coco da Bahia, cupuaçú, acerola,
açaí, mamão, etc.) e detém expressiva produção de culturas industriais
(dendezeiro, pimenta-do-reino, seringueira, café, etc.). Para a obtenção de
elevadas produtividades, o sistema de produção dessas culturas exige o uso de
fertilizantes minerais e orgânicos de forma equilibrada, dentre outras práticas
agrícolas empregadas. Os altos preços dos fertilizantes minerais elevam o custo
final dos produtos, podendo torná-los menos competitivos no mercado. A
utilização de fertilizantes orgânicos se ajusta nesse contexto, por reduzir o
emprego de fertilizantes minerais e reduzir o custo de produção dessas
culturas, proporcionando, ainda, melhorias nas características do solo, como:
aumento da capacidade de penetração e de retenção de água do solo, melhoria da
estrutura, do arejamento e da porosidade, contribui para maior agregação das
partículas do solo e para maior estabilidade da temperatura do solo, bem como
para o fornecimento de nutrientes, além de aumentar a capacidade de troca
catiônica. No entanto, o uso de fertilizantes orgânicos se restringe às áreas
próximas dos locais de produção, já que para áreas mais distantes o preço
encarece bastante, em virtude das grandes quantidades exigidas para aplicação e
do custo do transpor- te. Dessa forma, a utilização de fontes alternativas de
adubos orgânicos se reveste de grande importância para a agricultura do estado.
Com esse enfoque, o
pó de balão poderia ser utilizado como um adubo orgânico alternativo ou mesmo
servir de base para a formação de um composto organomineral, graças aos elevados
teores de matéria orgânica e de nutrientes, bem como da grande disponibilidade
do resíduo na região do polo siderúrgico do estado. No caso do pó de balão, o
estudo de viabilidade econômica foi realizado tomando-se como base de comparação os adubos orgânicos comumente disponíveis no mercado dos centros
agrícolas do estado.
O resíduo sólido
"CHARCOK" - dentro das condições estudadas - foi caracterizado e
classificado como Resíduo Perigoso "Classe I", considerando a
NBR para amostra bruta, segundo o Ministério do Meio Ambiente da França, que
lhe confere esta classificação decorrente da seguinte situação:
Presença de fenóis
acima do limite máximo permitido para o ensaio da Amostra Bruta, segundo NBR
10004.
Por ter sido
classificado como resíduo Classe I (PERIGOSO), há de se ter cuidados
especiais na estocagem, manuseio, transporte do resíduo;
Poderá ser usado como fonte
energética ou como matéria-prima por algum setor industrial, viabilizando seu
uso e lhe conferindo nova e nobre aplicação, tendo como vantagem a não emissão
de gases sulfurosos como acontece com o Fercoque.
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